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terça-feira, 10 de junho de 2008

acalanto


acalanto

este desejo incontido
que molha o pranto
noturno
espanto
no desepero
da poesia que rima
...
com distante horizonte
molha quando chora
imensa tormenta
que desagua no mar
no marulhar sussurado
no mergulho imaginado
poeira cósmica
no chão de estrelas

o anjo

quinta-feira, 5 de junho de 2008

(...)


Ah sim

mais que tudo nessa hora

tu és este poema

que escorre em mim...

madrugada


madrugada

no frio silencio da noite
corre o corisco
rabisca o céu da boca
há faísca
esquenta
há calor
[estampido]
sobe uma sensação
[estranhamento]
no corpo
por toda a carne
sortilégio
queima e ilumina
vem dos pés
arrepia até a raiz dos cabelos
feitiço de áquila
aqui
acolá
perpassa
muralhas da china
aos recantos mais antigos
do sonhar

sonhamos

o anjo

quarta-feira, 4 de junho de 2008

a pele da cor



a tua imagem


cândida

cântico antigo

pórtico partido


sépia?!


crua

nua

ânfora perdida

no mar

no horizonte distante


no búzios

o eco

sonoro

sussuro

ouvido

na voz do vento


segunda parte


sépia?

cor do calor

cor da pele

da tua pele

do ar

rarefeito

efeito estufa

é feito

feitiço

que arrepia

que da medo

que aperta

o peito


uma saudade

vontade de mergulhar

todo

por inteiro

a pena no tinteiro

e caligrafar

serpentes ondulantes


dança do ventre

terça-feira, 3 de junho de 2008

alcova



alcova



ela

deitada

se mostra

pedaço

do corpo

exibe

o desejo

latente

(espremido)

o ventre

que chama

que arde

tão quente

(medo)

noite de lua

quarto crescente